Eu não queria ver você partir.



Anonymous asked: manda uma foto sua baby?

havefait-h asked: divulga ? sigo todos de volta.só avisar na ask!

queroteroseuamor asked: ooi seguindo aq (:

Seja bem vinda bb []


constante-humor asked: eu te amo muito, abestada

Eu sei (esnoba, esnoba)     


a-bdicated asked: me esqueceu (:

Nunca


O telefone fixo toca. Todos sabem que não é para mim. Todos mandam eu ir atender.


“Eu havia recordado do dia em que me dissestes cara a cara fixando seus olhos aos meus, e um tanto quanto confusos e fora de órbitas, que eu não sabia absolutamente nada sobre você, e bom, você estava errado. Definitivamente errado. Talvez pensastes dessa forma porque nunca me contou boa parte da tua vida, ou nunca desabafou teus enigmas comigo. Tu sempre foi uma incógnita, mesmo eu supondo que tenha desvendado você completamente. Talvez não. Outro dia desses me peguei rondando as lembranças aqui dentro, recordei-me quando você falou á mim em mais um daqueles dias tumultuados entre eu e você, -os quais eram bastante constantes-, tu dissestes, “eu vivo muito bem sem você, e se eu não consigo isso, tudo bem, eu aprendo.” É verdade, você sempre soube ser independente, sempre soube ser autônomo, sempre conseguiu viver convenientemente normal com minha ausência, talvez porque tu nunca precisou de mim tanto quanto eu precisei de você, talvez porque tu nunca deu importância a todo o valor que eu atribuí a ti, nunca nem sequer mostrou sentir o mesmo. E cá entre nós, você nunca me amou.
Escrevo isso e rio, rio e ao mesmo tempo, me odeio, odeio por ainda insistir ousar em escrever qualquer coisa destinada a ti, e rio por você ter perdido a pessoa que mais te amou. Porque eu sempre fui a única pessoa que sempre voltava todas as vezes você mandava embora, porque eu sempre fui a única que aturava teus dramas, tuas crises, teus conflitos consigo mesmo, teus enfraquecimentos, quedas e a única que suportava teus erros sequenciais.
Porque eu fui a única, em todo esse período que foi capaz de te amar e te odiar ao mesmo tempo, capaz de por fim em todo aquele orgulho exagerado que sempre me impediu de tudo. Fui capaz de mudar certas atitudes só porque tu nunca compreendeu o motivo de tais. Porque sempre fui eu, em todo esse tempo, que conseguiu suportar cada palavra torturante que tu constantemente dizia a todo mundo, e que, bom, eu nunca me importei. Talvez porque eu te amasse. Eu cheguei a pensar o porquê de amar alguém que me causa mais dor e sofrimento, cheguei a me questionar o motivo de te amar tanto e não receber o teu amor em troca.
E bom, você lembra que nós nunca dizíamos “eu te amo” um ao outro? Nunca nem sequer, trocamos essas palavras clichês de hoje em dia, essa coisa que todo mundo diz. Nós sempre fomos tão diferentes de todo mundo, uma relação sem pé nem cabeça, talvez não chegasse a ser uma “relação”, talvez porque nunca nos comprometemos a nada. Era uma verdadeira confusão, e cara, eu amava essa confusão, de verdade. Não importasse quantas vezes eu tivesse de te convencer que não iria desistir quando você me dava razões o suficiente. Talvez a explicação o qual tu sempre foi tão desleixado quando o assunto era eu, EU, e-u, eu mesma, porque você sempre me teve nas mãos. Me teve pra você. Inteiramente sua. Sem precisar ter um medo exacerbado de me perder. Sem se esquecer que, o motivo o qual fomos sempre tão repulsivos a aquelas três palavras que nos entregava totalmente, é que talvez ela nos exigisse a mesma resposta. E, tu nunca quis dizê-las. Ou sempre tentou evitá-las.
Acabei me flagrando relembrando algum daqueles malditos textos armazenados na minha masas cinzenta escritos por Clarice Lispector, os quais, sempre os relacionava á nós, na verdade, qualquer coisa relacionada a “amor” eu ligava a mim e você. Em um dos meus tumultos internos, recordei daquele trecho em que ela dizia “porque eu fazia do amor um cálculo matemático errado.” Talvez eu tenha feito isso, digo, com nós, talvez fôssemos assim, um verdadeiro cálculo sem resultado algum, talvez isso se encaixasse totalmente a nós: eu havia somado a falta do teu amor, com o excesso do meu. E veja só o que nos tornamos: uma inequação. Aquelas em que algo supera outro, porque cá entre nós, sempre foi assim, sempre foi um tanto quanto insignificante pra você qualquer coisa que viesse de mim. É como se tu tivesse escutado uma música, gostado da melodia, mas sem ter prestado atenção na letra. Porque pra você, eu sempre fui aquele tipo de pessoa substituível que tu só procurava quando não tinha mais ninguém para ouvir mais uma daquelas tuas ladainhas de boca pra fora. Enquanto eu, vivia ou até, sobrevivia nos teus pés, te procurando em todas as horas do dia só pra te perguntar como você estava.
Mas a verdade é que tu nunca vai encontrar outra como eu, nunca vai encontrar alguém capaz de mudar para se adequar ao que tu tanto quis, mesmo sem ter conseguido chegar a meta esperada por você. E bom, eu nunca entendi o modo como tu sempre foi tão retorcido em relação á mim, como tu sempre me tratou com tanta indiferença ou como algo que tu não fizesse questão alguma em ter. Como ler uma reportagem sem manter-se atento, pois já sabia de cor e salteado o conteúdo dela. Foi realmente isso, eu que sempre fui tão confinante á ti, e você que sempre foi remoto a mim, porque tu nunca me dizia nada em respeito a você, nunca me dizia sobre o quão você odiava cheiro de gasolina ou barulho de grama sendo cortada, aliás, você também não sabia muito sobre mim, o máximo, sabia que odiava bebidas e energéticos.
O que me assombra, além da sua história que foi rabiscada por mim, são suas risadas psicóticas doentias como se você estivesse adentrando ao abismo da morte, passo a passo, toque a toque. Você se suicida três vezes por minuto, e me mata em todos os segundos de uma hora. Mas eu revivo e sobrevivo todas as vezes que você me traz o sorriso de volta. E, meu bem, não sei se isso muda alguma coisa pra você, mas, não somos capazes de cuidar de nós mesmos. Morremos. Sei que também entre tantos vendavais que nos empurraram para o fim, houve uma alegria que nos retornava e nos tirava desse turbilhão de sentimentos insanos, sei que também houve apego. Mas nunca fomos de verdade, nosso amor é grande demais para ser real e compreensível.”
— Fui até o fim do poço por você, Ariel S.     (via deteriorante)


Eu piro na sua bunda.



Ninguém me tem como você. Ninguém.


“Você simplesmente não pode me deixar sozinha. Não depois de tudo que passamos, não depois de tudo que vivemos. Não devia parecer assim, tão simples me esquecer. Não é como se fossemos apenas novos colegas, conhecidos a pouco tempo. Não. A verdade é que não foi apenas uma atração. Eu realmente me apaixonei por seu jeito tolo de se vestir, esse sorriso torto que vem a surgir em seus lábios toda vez que falamos. Para mim, você era perfeito. Seus cabelos, sua boca. Até sua orelha. Tudo na mais perfeita sintonia. Seus defeitos… Eu poderia combri-los e enterrá-los por suas qualidades, mesmo que fossem aquelas que um dia eu pensei que fossem verdadeiras. Mas agora, aquele tal de “para sempre” virou sinônimo de “por pouco tempo”. Talvez, se eu pudesse ter percebido que seu “Eu te amarei para sempre” como um”Eu te amo por essa noite”, poderia ter evitado tamanha decepção.”

Falo pouco, demonstro menos ainda. Mas porra, eu sinto pra caralho.


theme nostalgia-surreal




Ela partiu, ela partiu pra bem longe. Tão distante, parada no mesmo lugar. Ela partiu, ela partiu pra bem longe, tão distante onde nunca deixou de estar.
You make me smile